A gente estava em uma reunião, falando de viagem como sempre, quando a Grazi soltou quase como quem não quer nada:
“Todo mundo tinha que fazer pelo menos uma viagem de avião… nem que fosse dentro do Brasil, só pra sentir como é voar.”
E aí ela continuou:
“Eu sei que o medo é difícil de controlar… mas ter medo de algo que você nunca provou é complicado. É como dizer que tem medo de alguma coisa sem nem saber como é.”
Ela estava falando do pai dela.
Ele tem medo de avião — mas nunca entrou em um.
E, na mesma conversa, veio o outro lado:
a mãe dela também tinha medo. Até voar pela primeira vez.
Hoje, ela adora.
—
E é curioso como essa cena simples abre uma pergunta maior.
Quantas pessoas vivem assim?
Com medo de viajar
medo de avião
medo de outro país
medo de não entender a língua
medo de não saber se virar
Sem nunca ter vivido nada disso.
—
A gente entende ter medo do que conhece.
Medo de aranha, por exemplo — você sabe o que ela pode causar. Existe uma referência, uma história, uma lógica que sustenta esse medo.
Mas e o que nunca foi experimentado?
De onde vem esse medo?
Ou talvez a pergunta seja outra:
por que ele parece tão real?
—
Talvez porque a gente aprenda a aceitar melhor os medos que consegue justificar.
Mesmo que essa justificativa venha mais da imaginação do que da experiência.
—
Enquanto isso, a experiência real — aquela que poderia confirmar ou desmontar esse medo — nunca chega.
E o medo fica.
Crescendo no espaço do que não foi vivido.
—
E não é só sobre avião.
É sobre aquela viagem que você adia há anos
sobre o destino que você sempre quis conhecer
sobre a ideia de sair do país, mas nunca levou adiante
Não necessariamente porque você decidiu não ir.
Mas porque, em algum momento, o medo falou mais alto — mesmo sem ter sido testado.
—
E aqui não tem nenhuma defesa de “perder o medo”.
Até porque, muitas vezes, ele não some antes.
Mas é curioso perceber como algumas coisas só deixam de fazer sentido… depois que você vive.
Como aconteceu com a mãe da Grazi.
—
Talvez o que você precisa não seja esperar o medo passar.
Talvez seja só viver o suficiente pra entender ele melhor.
Ou, quem sabe, perceber que ele nem era tudo isso.
Se a dúvida é viajar com mais segurança, vale resolver a parte prática antes do embarque.
Um bom seguro viagem ajuda a diminuir ruídos e deixa a experiência mais leve desde o começo.